| Quarta Capa
Neste fluente texto sobre os Six Études, para órgão, de Jeanne Demessieux,
Domitila Ballesteros oferece ao leitor uma ampla e precisa visão sobre
várias questões relevantes para o musicólogo, para o organista e para o
melômano culto. A autora mostra que o Estudo, inicialmente uma peça com o
objetivo de resolver um dado problema de técnica pianística, ampliou o seu
conceito poético, transformando-se em peça de concerto, a partir de Chopin e Liszt. Assim, o Estudo, pelas suas origens, se constitui num gênero
eminentemente idiomático. Como, então, elementos especificamente pianísticos
seriam transpassados para a técnica do órgão, um instrumento de
características tão particulares? É esta a pergunta que Domitila
Ballesteros nos responde, a partir de sua tese básica, aliás compartilhada
por Marcel Dupré, professor de Demessieux, de que o domínio da técnica
pianística seria essencial para o organista moderno. Após assimilada aquela
técnica, ela se expandiria para as necessidades do órgão. |